terça-feira, 24 de outubro de 2017

A bondade de Deus

Texto: Mateus 7.7-12

O capítulo 7 de Mateus é a conclusão do Sermão do Monte proferido por Jesus Cristo no inicio do seu ministério (Capítulos 5, 6 e 7.). É importante saber que Jesus Cristo estava dando os primeiros ensinos a seus discípulos. A pergunta que suscitou todo esse sermão poderia bem que poderia ser essa: Depois de ser alcançado pela graça de Deus o que devo fazer para está no centro da sua vontade?

Os temas trabalhados no sermão são vários:
  • A Bem aventurança.
  • Os discípulos como sal e luz do mundo.
  • Como proceder ao dar esmola, orar e fazer jejum.
  • Trabalhando o verdadeiro significado da Lei.
  • O verdadeiro tesouro do crente, os dois senhores e como lidar com a ansiedade.
  • A necessidade e o mal julgamento.
O capítulo 7. 7-12, é o nosso ponto de reflexão de hoje. 

Olhando todo o conteúdo anterior o servo de Deus poderia questionar: Como poderei dá conta de tudo isso? É evidente que chegará a conclusão que é impossível através da vontade humana. 

Não é sem razão que Cristo orienta seus discípulos a buscarem a Deus em oração para por em prática a essência da sua mensagem. A expressão pedi - AITEÕ (do grego) - se refere a uma suplica a Deus (Mt 6.8; 7.7,8,11; 18.18; Cl 1.9; Tg 1. 5-6; Is 7. 11-12).

Quando o servo busca a Deus ele o encontra. Essa é uma promessa divina. É importante destacar que esse pedido deve ser insistente e com fé. Veja o que diz Tiago 1. 5-8.

"Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a concede livremente a todos sem criticar, e lhe será dada. Peça-a. porém, com fé, sem duvidar, pois quem duvida é semelhança à onda do mar, movida e agitada pelo vento. Tal homem não deve pensar que receberá do Senhor alguma coisa, pois vacila e é inconstante em todos os seus caminhos."

 Trés verbos estão em destaque no verso 7:
  • Pedi.
  • Buscai.
  • Batei. 
Esses verbos exprimem a necessidade e intensidade da oração. Vejam que o pedi vem antes do buscar, porque Cristo trata com servos de Deus, portanto:

  • já se sabe a quem pedi.
  • Se busca a melhor condição para receber a resposta divina.
  • Se bate de forma insistente forçando uma resposta divina (Associem a viúva e o juiz inócuo -  Lucas 18.1-8).
Cada passo dado pelo servo tem a marca da humildade e submissão a vontade do Pai. Não existe aqui espaço para mercadejar com Deus, ou pior, requerer dele algum direito filial. Essa atitude tão comum em nossos dias é descabido para um filho adotivo (Efésios 1.5).

Outro aspecto importante é o destaque que Cristo dá a oração como instrumento de comunicação entre Deus-homem.

Nos  versos 7-11, Jesus cristo se utiliza da figura paternal para ilustrar o quanto Deus anseia em responder as nossas orações quando alinhada a sua vontade. Nesse caso, em por em prática as inúmeras lições do Sermão do Monte. 

É certo que outras petições também tem o mesmo tratamento divino. Por  fim, se na condição de pais humanos sabemos dar aos nossos filhos o melhor, quanto mais Deus, contudo, a senha é tratar o próximo como a se mesmo. Essa é a pré-condição para ter acesso as bençãos do Pai

Quais as lições que podemos tirar deste texto?

  1. O servo de Deus sempre terá acesso livre ao Pai.  Deus não é um burocrata, temos acesso livre ao Senhor por intermédio de Jesus Cristo. Esse é o único caminho. É desejo do Pai facilitar a relação com seus servos.
  2. A oração é o meio rápido e seguro para se chegar a Deus. Lógico, que o Senhor conhece o que acontece todas as nossas necessidades, contudo, é importante que externemos todas elas. 
  3. Deus está pronto a responder as nossas orações como um pai humano, desde que, nossos pedidos estejam alinhados com a sua vontade.
  4. Agir com o próximo de forma justa e abençoadora é um requisito para se obter o favor divino.
A você meu irmão de perto ou da distância que nesse momento passa por dificuldades, quer seja, de caráter espiritual, material ou emocional. A palavra de Cristo é resista (busque e bata). A acomodação não é uma posição que caracteriza um filho de Deus. Lembre-se que Deus tem o que necessita o teu coração.

Quanto aos amigos do evangelho quero fazer um convite especial: A ciência humana é uma benção, mas não tem respostas para todas as nossas questões, só Deus. Portanto, não se demore em pedir a sua ajuda clamando o seu perdão, a sua graça e misericórdia sobre tua vida. Acerte-se com Ele e passe a desfrutar da salvação e paz que só Cristo pode nos dá.

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus."
Filipenses 4:7

Deus seja para sempre louvado.



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Educação nos Tempos Bíblicos(Enciclopédia Bíblica Online)

Educação nos Tempos Bíblicos(Enciclopédia Bíblica Online)

A educação é essencial para a sobrevivência de qualquer grupo social, uma vez que a comunidade protege a sua existência e desenvolvimento apenas através da transmissão de seus conhecimentos acumulados, poder derivado, e ideológico para a próxima geração. A educação pode ser simples (e restritamente) definida como o processo de ensino e aprendizagem, a transmissão e aquisição de conhecimento e habilidade(s).

A necessidade de educação não era menos verdade para os israelitas do que para qualquer um dos povos do mundo antigo. Na verdade, o registro do Antigo Testamento indica repetidamente que o sucesso da comunidade hebraica e a continuidade de sua cultura foram condicionados pelo conhecimento e obediência à lei revelada de Deus (Josué 1:6-8). Assim, para garantir sua prosperidade, o crescimento e a longevidade como o povo de Javé, o mandamento de Israel era um de ensinar diligentemente Seus filhos a amar a Deus, e conhecer e obedecer os Seus estatutos e ordenanças (Dt 6:1-9). Do mesmo modo, o relato do Novo Testamento relaciona o sucesso da Igreja de Jesus Cristo, como uma comunidade de adoradores de “sal e luz” alcançando um mundo em escuridão, por meio do ensino da sã doutrina (João 13:34-35, Ef 4: 14, 1 Tm 1:10; Tito 2:1).

Educação no antigo Oriente Próximo. Como a educação é fundamental para a existência de qualquer comunidade ou sociedade, é natural que certos ideais fundamentais, métodos e princípios da educação, sejam propriedades compartilhadas entre os diversos grupos de pessoas. O caso não é diferente quando estudamos as práticas educativas dos israelitas no contexto da educação no mundo do antigo do Oriente Próximo.

A educação no mundo antigo estava enraizada na tradição religiosa e ideais teológicos. O objetivo da educação era a transmissão das tradições religiosas que, juntamente com os costumes e valores das comunidades e formação profissional, transmitia-se as competências técnicas. O subproduto desse tipo de educação era um cidadão modelo, leal à família, aos deuses, e ao rei, ao caráter integro, com uma vida produtiva na comunidade. Mais do que educação liberal de “livre-pensadores”, o resultado importante do sistema educacional para os antigos era utilitário, equipando pessoas para serem membros funcionais da família e da sociedade.

A maior parte do método de ensino foi baseado em aprendizado mecânico. Esta memorização das matérias curriculares foi realizada pela recitação oral e escrita. A aprendizagem disciplinada era caracterizada pela instrução educacional, com aulas dadas em horários fixos durante o dia e muitas vezes por um determinado número de dias em um mês. Além de serem mestres, os pais (em casa) e professores (nas escolas formais), também funcionavam como mentores e modelos de vida, por ensinar através do exemplo e estilo de vida. A principal agência de educação, tanto do antigo Egito como na Mesopotâmia era a casa. Os pais e os anciãos do clã ou família foram os responsáveis pela educação dos filhos. A invenção dos sistemas de escrita e à transição para o aumento da urbanização deu origem a escolas especializadas e associadas com as principais instituições do mundo antigo, o templo e o palácio. Considerando que a educação no lar centralizava na formação profissional e desenvolvimento moral, o templo e as escolas do palácio foram concebidos com o objetivo de produzir líderes religiosos alfabetizados, informados, e capazes, como sócio-políticos e administradores.

Contudo, mais impressionante do que essas semelhanças são as diferenças entre os ideais e práticas educacionais dos hebreus e dos seus antigos companheiros. É importante notar que estas distinções educacionais dos israelitas estão diretamente relacionadas com os aspectos singulares da religião hebraica. Cinco características específicas não eram comuns às religiões do antigo Oriente Próximo.

Primeiro, a ênfase sobre a personalidade individual na fé hebraica significa que a educação deve respeitar o indivíduo e procurar desenvolver a pessoa como um todo.

Em segundo lugar, a ênfase na paternidade de Deus na religião israelita trouxe uma sensação de intimidade na relação Criador-criatura e um senso de propósito e urgência para a história humana. Assim, a educação hebraica salientava a importância de reconhecer e lembrar dos atos e fatos da providência divina na história.

Em terceiro lugar, a ideia do indeterminismo ou liberdade individual da religião hebraica deu ao homem, assim como a mulher, à dignidade do livre-arbítrio na criação; a educação hebraica sublinhava igualmente que os indivíduos tinham responsabilidades para com Deus e outros, a responsabilidade do comportamento humano, e a necessidade de formação disciplinada em fazer as escolhas “certas”.

Em quarto lugar, a noção dos israelitas como um povo escolhido por Deus encorajou ferozmente as matizes nacionalistas na religião e educação hebraica; religiosamente os israelitas estavam obrigados às exigências da santidade de Deus a fim de manter seu poder especial, enquanto educacionalmente eles eram obrigados a instruir todas as nações em santidade divina e como instrumento de redenção de Javé, e Luz para as nações.

Em quinto lugar, a doutrina do pecado humano está presente tanto na religião hebraica como na educação, o que introduziu o conceito da mediação na religião israelita - um requisito para preencher a lacuna existente entre um Deus justo e sua criação decaída; educacionalmente isso significava que o conhecimento e a sabedoria humana eram falhos e limitados e que a iluminação divina era necessária para compreender certas verdades e a capacitação divina era necessária para fazer o que era direito.

Fonte:

Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology. Editado por Walter A. Elwell.

https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2009/12/educacao-nos-tempos-biblicos.html
 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Adoração

Uma das falácias mais solene e destruidora de almas nestes dias é a idéia de que almas não-regeneradas são capazes de adorar a Deus. Provavelmente a razão maior pela qual este erro tem ganho tanto espaço deve-se à imensa ignorância espalhada acerca da natureza real da verdadeira adoração.

As pessoas imaginam que, se elas freqüentarem um culto religioso, forem reverentes em seu comportamento, participarem do período de hinos, ouvirem respeitosamente o pregador, e contribuirem com ofertas, então realmente adoraram a Deus. Pobres almas iludidas… um engano que é levado adiante pelo falso-profeta e explorador do dia. Contra toda esta ilusão, temos as palavras de Cristo em João 4.24, que são surpreendentes em seu caráter restritivo e pungente: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

A VAIDADE DA FALSA ADORAÇÃO

“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7). Estas palavras solenes foram ditas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus. Eles vieram a Ele com a acusação de que Seus discípulos não se conformavam às suas tradições e práticas em relação à pureza e lavagens cerimoniais. Em Sua resposta, Cristo expôs a inutilidade da religião deles…

Estes escribas e fariseus estavam levantando a questão do “lavar de mãos” cerimonial, enquanto seus corações permaneciam sujos perante Deus. Oh, querido leitor, as tradições dos antigos podem ser diligentemente seguidas, suas ordenanças religiosas observadas estritamente, suas doutrinas devocionalmente guardadas, e ainda assim a consciência jamais foi sondada na presença de Deus quanto a questão do pecado. O fato é que a religião é uma das maiores obstruções para a verdade de Deus abençoar as almas dos homens.

A verdade de Deus nos leva a um nível em que Deus e o homem são tão distantes quanto o pecado é da santidade: portanto, a primeira grande necessidade do homem é purificação e reconciliação. Mas a “religião” atua na suposição de que a depravação e culpa humanas podem ter relacionamento com Deus, podem aproximar-se dEle, e mais, adorá-lO e serví-lO. Por todo o mundo, a religião humana é baseada na falácia de que o homem pecador e caído pode ter um relacionamento com Deus. A religião é um dos principais meios usados por Satanás para cegar a humanidade quanto à sua verdadeira e terrível condição. É o anestésico do diabo para fazer pecadores perdidos sentirem-se confortáveis e tranqüilos em seu vil afastamento de Deus. A religião esconde deles Deus em Seu verdadeiro caráter – um Deus santo que é “tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar” (Hb 1.13).

Teremos muito esclarecimento em relação a este ponto de nosso assunto se considerarmos atentamente o abominável incidente registrado em Mateus 4.8,9: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. O diabo busca adoração. Quão poucos na cristandade estão alertas quanto a isto, ou percebem que as principais atividades do inimigo se mantêm na esfera religiosa!

Escute o testemunho de Deuteronômio 32.17 – ”Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram”. Isto se refere a Israel em seus primeiros dias de apostasia. Escute agora 1 Coríntios 10.20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Que luz isto nos lança sobre a idolatria e abominações do paganismo! Ouça mais uma vez 2 Coríntios 4.4 “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto significa que Satanás é o inspirador e dirigente da religião do mundo. Sim, ele busca adoração, e é o promotor principal de toda falsa adoração.

A EXCLUSIVIDADE DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24). Este “importa” é definitivo; não existe alternativa, não há escolha neste assunto. Não é a primeira vez que temos esta palavra profundamente enfática no Evangelho de João. Existem dois versículos notáveis em que isto ocorre anteriormente. “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3.14). Cada uma dessas três “necessidades” é igualmente importante e inequívoca. (N.T.: Em inglês a palavra sempre é “must”).

A primeira passagem faz referência a Deus Espírito, pois é Ele quem regenera. A segunda refere-se à obra de Deus Filho, pois foi Ele quem fez a expiação pelo pecado. A terceira faz referência a Deus Pai, pois é Ele quem procura adoradores (João 4.23). Esta estrutura não pode ser alterada: apenas aqueles que nasceram do Espírito, que repousam sob a obra expiatória de Cristo, que podem adorar o Pai.

Citando novamente as palavras de Cristo à religiosidade de Seus dias, “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram” (Marcos 7.6,7); Ah, meu leitor, o mundano pode ser um filantropo generoso, um religioso sincero, um denominacionalista zeloso, um membro de igreja devoto, um assíduo participante da comunhão, ainda assim ele não é mais capaz de adorar a Deus que um mudo é de cantar. Caim tentou e falhou. Ele não foi irreligioso. Ele “trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.” (Gênesis 4.3), mas “Mas para Caim e para a sua oferta [Deus] não atentou”. Por quê? Porque ele se recusou a aceitar sua condição incapaz e sua necessidade de um sacrifício expiatório.

Para se adorar a Deus, Deus deve ser conhecido: e Ele não pode ser conhecido a não ser por Cristo. Muito pode ser ensinado e crido sobre um “Deus” teórico ou teológico, mas Ele não pode ser conhecido à parte deo Senhor Jesus. Ele disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6). Portanto, é uma crença artificial pecaminosa, uma ilusão fatal, uma farsa maligna, levar pessoas não-regeneradas a imaginarem que elas podem adorar a Deus. Enquanto o pecador permanece longe de Cristo, ele é “inimigo” de Deus, um filho da ira. Como então poderia ele adorar a Deus? Enquanto permanece em seu estado não-regenerado ele está “morto em seus pecados e delitos”. Como, então, ele pode adorar a Deus?

O que foi dito acima é quase universalmente repudiado hoje, e repudiado em nome da Religião. E, repetimos, religião é o principal instrumento usado pelo diabo para enganar almas, ao insistir – não importa que seja a “religião budista” ou a “religião cristã” – que o homem, ainda em seus pecados, pode manter um relacionamento e aproximar-se do Deus três vezes santo. Negar essa idéia é provocar a hostilidade e ser censurado a ponto de ser uma oposição a todos os meros religiosos. Sim, isto foi muito do que levou Cristo a ser odiado impiedosamente pelos religiosos de Seus dias. Ele refutou suas afirmações, expôs sua hipocrisia, e então provocou seu ódio.

Aos “príncipes dos sacedotes e anciões do povo” (Mateus 21.23), Cristo disse “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mateus 21.31) e no final de seu discurso é dito que estavam “pretendendo prendê-lo” (v. 46). Eles atentaram para coisas externas, mas seu estado interno foi negligenciado. E por que os “publicanos e fariseus” entraram no reino de Deus adiante deles? Porque nenhuma pretensão religiosa obstruiu seu caminho; eles não tinham uma profissão de justiça própria para manter a qualquer custo, nem uma reputação piedosa para zelar. Pela pregação da Palavra, foram convencidos de seu estado de perdição, então colocaram-se no devido lugar diante de Deus e foram salvos. Algo que só pode acontecer com adoradores

A NATUREZA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Adorar “em espírito” contrastava com os ritos humanos e cerimônias impostas do Judaísmo. Adorar “em verdade” se opunha às superstições e ilusões idólatras dos perdidos. Adorar a Deus “em espírito e em verdade” quer dizer adorar de uma maneira apropriada para a revelação plena e final que Deus fez de Si mesmo em Cristo. Significa adorar espiritualmente e verdadeiramente. Significa dar a Ele o louvor proveniente de um entendimento iluminado e o amor de um coração regenerado.

Adorar “em espírito e em verdade” se opõe à adoração carnal que é externa e espetacular. Exclui toda adoração a Deus com os sentidos. Nós não podemos adorá-lO, que é “Espírito”, observando uma arquitetura linda e janelas de vitrais, ouvindo as notas de um órgão caro ou sentindo o aroma doce de incenso. Nós não podemos adorar a Deus com nossos olhos e ouvidos, ou nariz e mãos, porque eles são “carne” e não “espírito”. “Importa que adorem em espírito e em verdade” exclui tudo aquilo que é do homem natural.

Adorar “em espírito e em verdade” exclui toda adoração emocional. A alma é o centro das emoções, e muitas das supostas adorações do Cristianismo atual são apenas emocionais. Anedotas tocantes, apelos entusiastas, oratória comovente de uma personalidade religiosa, tudo é calculado para produzir isto. Hinos lindos cantados por um coro bem ensaiado, trabalhados de uma forma que nos leva às lágrimas ou a êxtases de alegria. Isto pode excitar a alma, mas não pode, nem jamais afetará o homem interior.

A verdadeira adoração é a adoração de um povo redimido, unido ao próprio Deus. Os não-regenerados entendem “adoração” como uma observância daquilo que Deus requer deles, e que não dá a eles nenhuma alegria como eles procuram demonstrar. Muito diferente disto é o que acontece com aqueles que nasceram do alto e foram redimidos pelo sangue precioso. A primeira vez que a palavra “redimido” ocorre na Escritura é em Êxodo 15 , e é lá também, pela primeira vez, que vemos um povo cantando, adorando e glorificando a Deus. Lá, às margens do Mar Vermelho, esta Nação que foi tirada da casa da servidão e liberta de todos os seus inimigos une-se em louvor a Jeová. (N.T.: Na maioria das versões em português, a palavra em Êxodo 15 é “libertado”; a NVI se aproxima mais ao usar “resgatado”).

“Adoração” é a nova natureza no crente levando-o à ação, voltando-se à sua divina e prazeroza Origem. É aquilo que é “espírito” (João 3.6) voltando-se a Ele, que é “Espírito”. É aquilo que é “feitura” de Cristo (Efésios 2.10) voltando-se a Ele, que nos recriou. São os filhos, de forma espontânea e grata, voltando-se em amor a seu Pai. É o novo coração gritando “Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (2 Coríntios 9.15). São os pecadores, purificados pelo sangue, exclamando “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1.3). Isto é adoração; assegurada de nossa aceitação no Amado, adorando a Deus porque Ele fez Cristo estar em nós, e porque Ele fez nós estarmos em Cristo.

É digno de nossa atenção especial observar que a única vez em que o Senhor Jesus chegou a falar sobre o assunto da Adoração foi em João 4. Mateus 4.9 e Marcos 7.6,7 são citações do Antigo Testamento. Isto certamente tocará nossos corações se percebermos que a única ocasião em que Cristo fez alguma observação direta e pessoa quanto à adoração foi quando Ele conversava, não com um homem religioso como Nicodemos, ou mesmo com Seus apóstolos, mas com uma mulher, uma adúltera, uma Samaritana, uma quase pagã! Verdadeiramente os caminhos de Deus são diferentes dos nossos.

A esta pobre mulher nosso Senhor bendito declarou “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23). E como o Pai “procura” adoradores? O contexto inteiro não nos dá a resposta? No início do capítulo, o Filho de Deus inicia uma jornada (vv. 3 e 4). Seu objetivo era buscar uma de Suas ovelhas perdidas, revelar-Se a uma alma que não O conhecia, livrar a mulher dos desejos da carne, e encher seu coração com Sua graça suficiente, e isto, para que ela pudesse encontrar a infinitude do amor divino e dar, em retorno, este louvor e adoração que apenas um pecador salvo pode dar.

Quem pode não perceber que, na jornada que Ele tomou a Sicar com o objetivo de encontrar esta alma desolada e ganhá-la para Si próprio, temos uma bendita sombra da jornada ainda maior que o Filho de Deus tomou – deixar a paz, o gozo e a luz dos céus, descer a este mundo de conflito, escuridão e desventura. Ele veio aqui procurar pecadores, não apenas salvá-los do pecado e da morte, mas concedê-los beber e deleitar-se com o amor de Deus como nenhum anjo pôde prová-lo; que, de corações transbordantes com a consciência de sua dívida com o Salvador, e a gratidão ao Pai por ter entregue Seu Filho amado a eles, ao perceber e aceitar Sua excelência suprema, possam expressar-se diante dEle como aroma suave de louvor. Isto é adoração, e o reconhecimento do amor irresistível de Deus e o sangue redentor de Cristo são a causa disto.

Uma dos mais abençoados e belos exemplos registrados no Novo Testamento do que a adoração é se encontra em João 12.2,3. “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento”. Como alguém já disse, “ela não veio ouvir um sermão, apesar do Príncipe dos Pregadores estar ali. Sentar-se aos Seus pés e ouvir Sua palavra não era naquele momento seu objetivo, não importa quão abençoador isto seja em sua devida circunstância. Ela não veio para encontrar os santos, entretanto preciosos santos estavam ali; nem a comunhão com eles; mesmo sendo uma benção, naquele instante não era seu objetivo. Ela não procurou, depois de uma semana de trabalho, por descanso; mesmo sabendo bem dos abençoados campos de descanso que havia nEle. Não, ela veio para pôr diante dEle aquilo que ela tinha ajuntado por tanto tempo, aquilo que era a mais valiosa de suas posses terrenas. Ela não pensou como Simão, o leproso, sentado agora como um homem limpo; ela foi além ds apóstolos; e, então, também, de Marta e Lázaro, irmã e irmão na carne e em Cristo. O Senhor Jesus preencheu seus pensamentos: Ele havia ganho o coração de Maria e agora tomou todos os seus sentimentos. Ela não tinha olhos para ninguém além dEe. Adoração e homenagem eram, naquele momento, seu único pensamento – extravasar a devoção de seu coração diante dEle”. Isto é adoração.

O assunto da adoração é muito importante, ainda asim é um dos temas que temos as idéias mais vagas. Lemos em Mateus 2 que os magos levavam seus “tesouros” para presentear a Cristo (v. 11). Eles deram ofertas caras. Isto é adoração. Não é vir para receber dEle, mas render-se diante dEle. É a expressão de amor do coração. Oh, que possamos trazer ao Salvador “ouro, incenso e mirra”, isto é, adorá-lO por causa de Sua glória divina, Sua perfeição moral e Sua morte de aroma suave…

O alvo da adoração é Deus; e o inspirador da adoração é Deus. Só pode satisfazer a Deus aquilo Ele tenha por Si mesmo produzido. “SENHOR… tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” (Isaías 26.13). É somente quando o Cordeiro é exaltado no poder do Espírito que os santos ão levados a cantar “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47). A ausência generalizada e concupiscente desta adoração que é “em espírito e em verdade” deve-se a uma ordem de coisas sobre as quais o Espírito de Deus não guia, onde o mundo, a carne e o diabo têm toda liberdade. Mas mesmo em círculos onde o mundanismo, em suas formas mais vis, nao é tolerado, e em que a ortodoxia é tolerada, e onde a ortodoxia ainda é preservada, existe, quase sempre, uma notável ausência desta unção, esta liberdade, esta alegria, que são inseparáveis do espírito da verdadeira adoração. Por que isto acontece? Por que em algumas igrejas, grupos familiares, uniões masculinas, onde a mensagem da Palavra de Deus é ministrada, nós agora mui raramente encontramos este transbordar do coração, estes manifestações espontâneas de adoração, estes “sacrifícios de louvor”, que deveriam ser achados entre o povo de Deus? Ah, a resposta é difícil de encontrar? É porque há um espírito entristecido neste meio. Esta, meus amigos, é a razão pela qual hoje existem tão poucos ministérios de Cristo vivos, confortadores e que produzem adoração.

OBSTÁCULOS À ADORAÇÃO

O que é adoração? Louvor? Sim, e mais; é um amor fluindo de um coração que está completamente seguro da excelência dAquele diante de quem o coração ajoelha-se, expressando sua mais profunda gratidão por Seu dom inefável. Aqui está claramente algo que é o primeiro obstáculo à adoração de um filho de Deus – a falta de segurança. Quanto mais eu retenho dúvidas quanto à minha aceitação em Cristo, mais eu permanecerei em um estado de incerteza em relação à expiação por meus pecados no Calvário. É impossível que eu, realmente, adore e louve a Ele por Sua morte por mim; certamente não poderei dizer “eu sou do meu Amado e Ele é meu”. É uma das ferramentas favoritas do inimigo para manter os cristãos no “Cativeiro da Rejeição”, já que seu objetivo é que Cristo não receba dos cristãos a honra de seus corações…

Outro grande obstáculo à adoração é a falha em julgar a nós mesmos pela Sagrada Palavra de Deus. Os sacerdotes de Israel não podiam ir de qualquer jeito até o altar de bronze no átrio exterior do tabernáculo. Era necessário cuidar que, antes que entrassem no Santo Lugar, para queimar o incenso, eles se lavassem na pia. Aproximar-se da pia de bronze nos fala do rigoroso julgamento do crente sobre si mesmo (cf. 1 Coríntios 11.31). O uso de sua água aponta para a aplicação da Palavra a todos os nosso atos e caminhos.

Agora, assim como os filhos de Arão estavam debaixo de pena de morte (Exôdo 30.20) se não se lavassem na pia antes de entrarem no Santo Lugar para queimar incenso, também o cristão hoje deve ter as impurezas do caminho removidas antes que ele possa aproximar apropriadamente de Deus como um adorarador. Falhar neste ponto leva à morte, isto é, eu continuo sob o poder contaminador das coisas mortas. As impurezas do caminho são resultado de minha caminhada através de um mundo de “separados da vida de Deus” (Efésios 4.18). Se isto não for removido, então eu continuo debaixo do poder da morte num sentido espiritual, e a adoração se torna impossível. Isto nos é demonstrado plenamente em João 13, em que o Senhor diz a Pedro “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”. Quantos são os cristãos que, ao falharem em não colocar seus pés nas mãos de Cristo para limpeza, são impedidos de exercer suas funções e privilégios sacerdotais.

Um outro obstáculo fatal à adoração precisa ser mencionado, e este é o Mundanismo, que signifca as coisas do mundo obtendo lugar nos desejos do cristão, seus caminhos tornando-se “conformados com este mundo” (Romanos 12.2). Um exemplo disto é encontrado na história de Abraão. Quando Deus o chamou para deixar a Caldéia e ir para Canaã, ele abriu uma concessão: foi apenas até Harã (Gênesis 11.31, Atos 7.4) e habitou ali. Harã foi uma casa à meio-caminho, uma área inóspita entre ela e as bordas de Canaã. Mais tarde Abraão atendeu completamente ao chamado de Deus e entrou em Canaã, e “edificou ali um altar (algo que fala de adoração) ao SENHOR” (Gênesis 12.7). Mas não existe menção alguma de ele contruir qualquer “altar” durante os anos em que viveu em Harã! Oh, quantos filhos de Deus hoje estão comprometidos, habitando numa casa no meio do caminho, e como conseqüência, eles não são adoradores. Oh, que o Espírito de Deus possa trabalhar de tal forma sobre e dentro de nós que o idioma das nossas vidas, assim como dos nossos corações e lábios, possa ser “Digno é o Cordeiro” – digno de uma consagração do coração por completo, digno de uma devoção imensa, digno deste amor que é manifestado por guardar Seus mandamentos, digno de uma adoração verdadeira. Que seja assim, por amor de Seu nome.

Por: Arthur W. Pink. Copyright. Tradução: Josaías Cardoso Ribeiro Jr. © Monergismo. Original: Adoração.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Conteúdos para a prova de História - Mario Lira - 3º Bimestre 2017

Turma:  6º ano A e B

Páginas:

151
156
157
160
161

Turma:  7º ano A e B

Páginas:

145
146
152
168
169
172

Turma: 8° ano 

143
145
147
149
152
162
163
165
166
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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Igreja Perseguida

És forte, pois a mão do Senhor está sobre vós.
Tempos cruéis, circunstâncias atroz te afligem
És a noiva perseguida de todos os tempos
Do teu sangue tem brotado burbulhões de vida

Tens várias feições, és o povo de Deus na terra
Seu porte e de afegão, Siri Lanka e Mauritania
Sua silhueta é do Sudão, Somália, Síria e Irã
O gestual é da Coreia do Norte, Iraque e Iêmen

És todos nós, nas cores, línguas, cultura e vida
És diversa, profunda e ampla no amor do pai
Guardas a palavra que é um bem inegociável
Refugias nas montanhas, subterrâneos e vilas

Contudo, não se desmancha, não cai, és fiel
Aos olhos do Pai és a mais bela das noivas
Seus olhos, ouvidos e coração estão contigo
Ainda que em ira dos homens a desprezes

Teu sangue e clamor são ouvidos no céu
Teu sacrifício e cheiro suave ao tudo poderoso
Tua resistência e amor gera alegria no Pai
Tu és amada oh igreja do cordeiro, és preciosa

Tempos de refrigério te espera e breve virá
O Senhor está voltando e busca seus fiéis
Um banquete tem preparado nos céus
É as bordas do cordeiro, é festa é libertação





sábado, 19 de agosto de 2017

A maior paz do mundo

Na noite gélida só pensamentos. Nada além da minha realidade, de vasculhar na imensidão da a alma um alento para minha existência.

Os dias tem sido difíceis, as dores minha constante companheira, mas a alegria teima em assaltar o meu coração.

Tudo parece loucura. Como pode em meio ao desastre existir esperança enquanto tudo está apontando o contrário?

Que paz é essa? De onde vem seu fruto? Pois o mundo carece de tamanho estado de espírito.

Certamente não vem das fugas que o álcool as drogas, as ideologias políticas e religiosas oferecem, pois neles vivem mergulhados muitos e não as sentem. 

Jesus Cristo. Nele está fechado meus pensamentos é todo meu ser. Ele que é a essência da paz e do amor, visto que é o próprio Deus de amor.

Sua promessa que nunca me deixaria só produz em meu coração a certeza em dias melhores que já começaram aqui é prosseguiram na eternida junto ao Pai.

Os dias tem sido difíceis, as dores tem sido minha companheira, mas a alegria teima e assaltar o seu coração.


Jesus Cristo a alegria a alegria dos homens.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Gratidão a fidelidade de Deus

Tx Salmos 100

Aquele que é amor, misericórdia, graça e poder toda a honra e glória hoje e para sempre.

Introdução;

A estrutura dos salmos canônicos.

O salmo 100 está inserido no quarto livro de salmos no qual se encontra dividida os 150 salmos.

1.       Salmos 1-41.
2.       Salmos 42-72.
3.       Salmos 73-89.
4.       Salmos 90-106.
5.       Salmos 107-150.

·         É provável que essa divisão obedecesse ao numero de seções em que o pentateuco é dividido para leutura na sinagoga [153].
·         É também provável que os salmos foram anexados a cada leitura do pentateuco. Isso ocorreu no período pós-bíblico.
·         Quanto aos autores dos salmos temos [Davi – Salmos 3-41; 51-71], Corá [Salmos 42-49; 84-85; 87-88] e Asafe [Salmos 50; 73-83].
·         Os cânticos de romagem [Salmos 120-134] que eram usados na peregrinação quando os fieis se dirigiam ao templo de Jerusalém.
·         Os cantos da rubrica Aleluia [ Salmos 140-150].

O salmo 100 faz parte de um grupo de salmos dirigidos a Deus como Rei, que começa no salmo 93 até o 100. São considerados salmos de homenagem.

Ele é um:

·         Canto de celebração da soberania de Deus:
·         Aquele que nos criou e nos guia em segurança.
·         O templo é recinto de aforação por excelência.

O salmista apresenta o “como” e o “porquê” de nosso culto. Adoramos a Deus pelo que Ele é e pelo que Ele faz no mundo e em nossa vida.

1 Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra.
2 Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto.
3 Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto.
4 Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome.
5 Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração. Salmo 100


O salmo começa com uma convocação a adoração:

Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra.

·         É o equivalente na adoração do grito de homenagem ou fanfarra [98.6 Com trombetas e ao som de cornetas, exultai diante do rei, o senhor] para um rei.
·         É semelhante ao grito de jubilo que se encontra em salmos 95.1 ou 66.1.
·         Esse verso reivindica o mundo inteiro para Deus. Portanto, é algo que os servos de Deus deveria pensar na  medida em que o entoava.
a)      Não trata a TERRA de forma especifica como nos salmo 97.1b [O Senhor reina. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas.], 97.7 [Confundidos sejam todos os que servem a imagens de escultura, que se gloriam de ídolos inúteis; prostrai-vos diante dele todos os deuses.], mas toda a TERRA.

No verso dois temos:

Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto.

Está claro o estado jubilo que toma conta do salmista [alegria], bem como, associação de adoração e trabalho [servi - apresentai]. Em Romanos 12.1, temos a mesma associação de SACRIFICIO-CULTO.

Servi com alegria – Essa é a toada do verso. Aprendemos aqui que a verdadeira felicidade reside no Senhor.

Os homens tem buscado a felicidade fora de Deus [poder, status, riqueza etc.], porém são frustrados. A verdadeira felicidade está no Senhor. Ela independe das circunstancias.

A determinação de servir a Deus com alegria ou cultuar com alegria tem muitas motivações:

·         Ele cuida de tudo, devemos descansar, dai não termos razões de está diante dele triste.
·         Ele é o melhor que pode acontecer numa vida.
·         Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve Mateus 11.30.
·         Porque ele é seu Salvador, bem como Criador; seu amigo, bem como Senhor, etc.

1.       Toda essa alegria e prazer é fruto de um novo relacionamento com Deus.

Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto.

1.a. Esse novo relacionamento tem por base:

·         O reconhecimento que ele é um Deus Triuno, Deus de Aliança e Deus de Salvação.
·         O seu direito de ser adorado pelos homens.

a)      Direito de Criação – Ele nos fez.
b)      Direito por nos ter redimido – Antes não tínhamos nenhuma parte com Deus e hoje somos “seu povo.”

“Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.” 1Pe 2.10

“Como se fossem uma nuvem, varri para longe suas ofensas; como se fossem a neblina da manhã, os seus pecados. Volte para mim, pois eu o resgatei." Isaias 44.22b

c)       Direito de propriedade – Somos seu rebanho.


1.b. Esse novo relacionamento com Deus nos faça estimar, valorizar, os rituais de sua casa.

Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome.
·         O culto consistira em ações de graça e louvor e que seja apresentado ao Senhor.

a)      Entrem pelas portas dele – Em seus átrios.
b)      Deem graças a Ele e bendizei o nome dele.

  
Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração.

A nota aqui é da eternização do culto ao Senhor. Esse continuo ato de adoração está baseado:

·         Na bondade do Senhor.
·         Na sua misericórdia.
·         Na sua fidelidade e verdade.

domingo, 13 de agosto de 2017

Estudo Bíblico - O caráter Cristão

Estudo Bíblico - EBD (Escola Bíblica Dominical)
O caráter Cristão
Tx Mt 5.1-12
Tx áureo 5.12

Objetivos:

•Compreender que Cristo espera de nós, crentes, palavras, gestos e comportamentos que sejam coerentes com a mensagem que ele trouxe ao mundo.
•Fazer: Cultivar as virtudes descritas nas bem-aventuranças.

Introdução

Jesus reúnem seus discípulos diante de uma multidão e instrui acerca do que vão enfrentar.  Seus ensinamentos possuem dois aspectos distintos:

•É fácil quanto à compreensão da linguagem.
•É complexo visto que, exige uma prática desafiadora.

O texto pode ser dividido em três pontos:

a.Capítulo 5 – O resumo da verdadeira religião.
b.Capítulo 6 – As regras que norteiam nossa caminhada.
c.Capítulo 7 – As advertências sobre os obstáculos encontrados.

Leitura Bíblica: Mt 5.1-12

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Mateus 5:1-12

Bem-aventurança e caráter cristão – 5. 1-12

Conceito de bem-aventurado.

•Essa felicidade se torna real quando colocamos em prática os ensinos de Jesus Cristo.
•Segundo Nancy Gonçalves, as Bem-aventuranças é a constituição do Reino de Deus [página. 11].
•Para ser um cidadão do Reino temos que ter compreensão dos ensinos de Cristo [ortodoxia – Lei, ensino e letra] e prática [ortopraxia – vivencia do dia a dia].

Um cristão pode até ser carismático [fácil conversa], mas se não possui um caráter integro não é um verdadeiro servo de Deus. Quando ambas as características estão presentes em um servo de Deus, ai teremos um excelente testemunho.
Quando Jesus Cristo institui as bem-aventuranças ele define a condição do crente como cidadão do céu. O estudo de hoje contem 8 princípios básicos para o desenvolvimento do caráter cristão. São eles:

•4 princípios que se referem ao nosso relacionamento com Deus.
•4 princípios que se referem ao nosso relacionamento com o próximo.

Esses princípios andam juntos. Portanto, não existe meio termo. Somos desafiados a aceitar ou não esses desafios para nossa vida.

1.Nossa relação com Deus 5.3-6.

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; De que trata esse verso? Qual sua aplicação?

•Jesus não fala de pobreza material, mas de pessoas que sentem uma pobreza espiritual e que necessitam urgentemente das bênçãos do reino de Deus: Aquele que reconhece sua falência espiritual diante de Deus.

Essa condição é bem diferente da que está exposta no mundo moderno. Hoje o homem desprovido deste valor literalmente joga para a plateia, ou seja, tem uma espiritualidade exterior [dinheiro, holofotes, poder etc] e não interior como Cristo ressalva aqui.

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

•O choro é um dos sintomas de quebramento. Aqui literalmente diz respeito a arrependimento diante do pecado. Devido a isto é que Deus o ouve. Deus não escuta qualquer choro, mas especialmente aquele que parte de um coração arrependido dos seus erros.
•Leia o salmo 51. Qual a situação de Davi nesse salmo?

É importante visualizar que Davi se angustia pela sua condição de pecador, mas também se preocupa com suas consequências junto as pessoas que estão ao seu redor.

“Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. Salmos 51:13 Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.” Salmos 51:18

Essa tomada de consciência tem dois vieses: o interior e o próximo. Tá claro essa preocupação. Não erra mais, e não permitir que outros errem também.

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

Não é uma ideia de servidão, de escravo, de pessoa sem opinião, mas aquela que tem domínio de si mesmo, que não perde a cabeça por qualquer provocação.

A sociedade atual impera a força, o poder, a agressividade e as conquistas são incentivadas. A palavra mansidão pressupõe medo, covardia etc. Moisés

E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. Números 12:3
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29

Manso não é uma opção, mas necessidade no Reino de Deus. Você se considera manso?

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

Fome e sede são caracteristicas da nossa condição humana. Contudo, Cristo não fala exatamente da questão fisica, mas da fome e sede de justiça.
•É necessário satisfazer a sede e fome de justiça num mundo em que a injustiça se impoe. “Os fins justificam os meios”, assim se expressava Maquiavel e essa máxima nunca esteve tão em uso como em nossos dias.
•A denuncia do mal é uma necessidade em nossos dias.

2.Nossa relação com o próximo – 5. 7-10

Uma vez preparado interiormente [Consciente da sua condição espiritual, do nosso pecado, de como devemos proceder e carentes da justiça de Deus e sndo justo] partimos para nos relacionar com o próximo.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

A ideia aqui é amar o proximo como você se ama. Tai, um grande desafio. Somos chamados por Deus a olhar um pouco além das nas redomas e procurar vê nos outros suas necessidades e ajudá-los.
•A igreja primitiva é um exemplo quando distribuiua materialmente com os irmãos. Contudo,

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Efésios 4:28

Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
Atos 20:35

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Atos 2:41-47

Baseado na passagem de Atos se percebe que a misericórdia ai além da axistencia financeira. Era literalmente caminhar juntos. Ao longo dos anos o cristianismo perdeu muito disto. A individualidade cresceu, o amor as coisas materiais, deixamos de ouvir a necessidade do nosso irmão, o seu testemunho, nem mais os ouvimos em seus agradecimentos e pedidos de oração. Onde queremos chegar?

Segundo Nacy Gonçalves fica em evidencia em nossas vidas a pratica do rmão mais velho na parabola do filho pródigo quando agirmos egoisticamente [Lucas 15.11-32].

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

Uma pessoa ficha limpa. A limpeza interna a externa. É tratar o ofensor com menor castigo que ele merece. Nesse sentido temos o exemplo de Cristo. A forma de vermos a Deus passa pela misericordia e coração integro. As riquezas, poder nada disso que são tão caras ao mundo não tem efeito numa real aproximação de Deus. Só um coração controlado pelo Espirito de Deus pode tal proeza.

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

Como promover a paz se nosso coração não está em paz? Só podemos reproduzir esse fruto do Espirito se realmente gozamos de intimidade com Deus. Essa é uma tarefa de construção diária. Havendo paz interior teremos um pacificador. Exemplo de João em relação aos samaritanos [Lucas 9.54].

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

A perseguição aos servos de Deus ocorrerá naturalmente. Contudo, por falsas razões. Existem motivos reais de perseguição, contudo, não é o tipo de perseguição destacada aqui nesses versos. A recompensa dos servos de Deus está nos céus.

Conclusão:
1.Qual dos princípios da bem aventurança que lhes chamou mais atenção?
2.Esse é um mapa da vida saudável. Devemos nos avaliar constantemente pelo mesmo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Arqueólogos comprovam passagem bíblica

Fonte: http://www.sabado.pt

Arqueólogos fizeram escavações na Cidade de David, Jerusalém, e descobriram uma série de artefactos que datam de há 2600 anos

Um grupo de arqueólogos comprovaram que uma passagem bíblica está historicamente correcta, depois de realizarem escavações na Cidade de David, em Jerusalém. Os artefactos encontrados estão queimados e datam de há 2600 anos, provando que o episódio que relata o incêndio de Jerusalém, bem como a tomada da cidade, aconteceu realmente. 

A Israel Antiquities Authority (Autoridade das Antiguidades de Israel), foi a entidade responsável pelas escavações, onde foram encontrados ossos queimados, sementes de uva, madeira e objectos de cerâmica, cobertos por camadas de cinza, segundo o site IFLScience.

Joe Uziel, arqueólogo responsável pelas escavações, referiu que muitos dos objectos encontrados tinham rosetas carimbadas que permitem identificar com precisão a época datada. 

"Estas rosetas carimbadas são características do fim do Templo de Salomão", explicou o arqueólogo num vídeo divulgado pela Israel Antiquities Authority. O Primeiro Templo é também conhecido como Templo de Salomão, que foi construído durante o seu reinado e concluído a 960 a.C e, posteriormente, destruído em 586 a.C. pelos babilónios. "Aparentemente os edifícios não foram todos destruídos na mesma altura. Alguns foram destruídos e outros foram apenas abandonados."

A passagem bíblica, que refere o fogo de Jerusalém, encontra-se no 2.º Livro dos Reis. "No sétimo dia do quinto mês do décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilónia, Nebuzaradã, comandante da guarda imperial, conselheiro do rei da Babilónia, foi a Jerusalém. Incendiou o templo do Senhor, o palácio real, todas as casas de Jerusalém e todos os edifícios importantes", pode ler-se na passagem da bíblia.

domingo, 6 de agosto de 2017

Esse texto foi criado quando meus filhos eram pequenos. Na época havíamos recebido um lindo balão da Junta de Missões Nacionais dentro de uma campanha evangelística da Convenção Batista Brasileira . Bom, espero em Deus que possa ser bênção em sua vida.

Clique no link abaixo para ler o texto.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Arqueologia revela provas da destruição de Jerusalém pelos babilônios

Achados remetem a relatos do Antigo Testamento de 2.600 anos atrás


Os arqueólogos que escavam o sítio arqueológico da Cidade de Davi, localizado no Parque Nacional dos Muros de Jerusalém, capital de Israel, descobriram madeira carbonizada, sementes de uva, pedações de cerâmica, escamas de peixes, ossos e inúmeros artefatos raros que remontam à queda da cidade nas mãos dos babilônios há mais de 2.600 anos.

Entre as descobertas, feitas este ano no local, há dezenas de jarros usados ​​para armazenar grãos e líquidos. Muitos deles têm alças e selos marcados que retratam uma roseta. Eles comprovam a riqueza da antiga Jerusalém, capital do reino da Judéia.

“Esses selos são característicos do final do período do Primeiro Templo e foram usados ​​pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia da Judéia”, explicam Ortal Chalaf e Joe Uziel, diretores de escavações da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Essa roseta basicamente substituiu o selo ‘Para o Rei’ usado no sistema administrativo anterior. “Classificar esses objetos facilitava o controle, a supervisão, a coleta, a comercialização e o armazenamento” dos judeus que cuidavam da cidade na época que ela foi atacada e destruída pelos babilônios.

Entre os artefatos que estavam sob camadas de pedra acumuladas no declive oriental da cidade de Davi, está uma pequena estátua de marfim. O objeto raro representa uma mulher nua com um corte de cabelo (ou peruca) de estilo egípcio.

Os diretores ressaltam que “essas descobertas da escavação mostram que Jerusalém se estendia além do limite estabelecido pelos muros da cidade antes da sua destruição”. O Antigo Testamento relata que os babilônios, liderados por Nabucodonosor destruíram Jerusalém em 587 a.C. (Jeremias 39 e 52).

“Ao longo da Idade do Ferro, Jerusalém passou por um crescimento constante, expressado tanto na construção das diversas muralhas da cidade quanto no fato de a cidade se expandir mais tarde. As escavações realizadas no passado na área do Bairro Judeu mostraram como o crescimento da população no final do século 8 a.C. posteriormente resultou na anexação da área ocidental de Jerusalém”, afirma o comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Chama atenção o fato da divulgação dos estudiosos ser feita alguns dias antes do “Tisha B’Av”, a data que anualmente lembra a destruição do Primeiro e Segundo Templos judeus no Monte do Templo.

A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou a descoberta de evidências da destruição babilônica de Jerusalém na mesma semana em que os palestinos e outros islâmicos tentam divulgar publicamente que eles são os “legítimos” donos de Jerusalém e negam o seu passado como capital do povo judeu. Com informações Fox News

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Prova de Recuperação de História do 7 e 8 ano

Escavação arqueológica descobriu os esqueletos de três mulheres e dois homens que viveram cerca de 3.700 anos atrás.                                                                                                            

Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br
Jarbas Aragão


Os cananeus são descritos no Antigo Testamento como um dos grandes inimigos do povo de Israel. No Livro de Josué, Deus ordenou que os hebreus que entravam na Terra Prometida deviam eliminar os cananeus juntamente com vários outros grupos.

Do ponto de vista da arqueologia, os cananeus são um grupo cultural cujo surgimento e queda permanece um mistério. Agora, um grupo de arqueólogos e geneticistas descobriu fortes evidências de que os cananeus não foram totalmente exterminados. Eles são, de fato, os antepassados ​​do moderno povo libanês.

Os cananeus viviam cerca de quatro mil anos atrás ao longo da costa do Mediterrâneo, e suas cidades se espalhavam pela área conhecida hoje como Jordânia, Líbano, Israel, territórios palestinos e Síria.

Um grupo de cientistas publicou um extenso artigo sobre sua pesquisa sobre esse povo mencionado na Bíblia no American Journal of Human Genetics.

“Nós esclarecemos que os moradores de Canaã representavam cruzamentos de povos originários do Oriente Médio com migrantes vindos da Ásia que chegaram à região posteriormente. Os libaneses atuais são descendentes diretos dos cananeus, apesar de haver uma pequena parte do genoma deles que foi trazida pelos assírios, persas ou antigos macedônios”, resume o geneticista Marc Haber, do Instituto Sanger no Reino Unido.

Haber e seus colegas chegaram a essa conclusão após sequenciarem o DNA antigo de cinco pessoas, cujos corpos foram enterrados em uma cova na cidade de Sidom, na costa do Líbano.

Uma escavação arqueológica descobriu os esqueletos de três mulheres e dois homens que viveram cerca de 3.700 anos atrás.

Após a sequenciação de DNA dessas cinco pessoas, os pesquisadores compararam os resultados com os genomas de 99 libaneses modernos.

“Mais de 90% da ascendência genética dos libaneses atuais é derivada dos cananeus”, explica Chris Tyler-Smith, um dos pesquisadores. “À luz da história extremamente complexa desta região nos últimos milênios, foi uma descoberta bastante surpreendente”.

O DNA das cinco pessoas da Idade do Bronze revelou que elas se parecem. Os cananeus antigos tinham “olhos castanhos e cabelos escuros”, assim como as pessoas que vivem até hoje na região, embora os residentes da Idade do Bronze de Sidom provavelmente tivessem “pele mais escura do que os libaneses hoje”.

Estas evidências confirmam o que registros arqueológicos já sugeriam, que a região conhecida como Levante foi continuamente ocupada durante milhares de anos pelo povo chamado de ‘cananeus’ no Antigo Testamento.

No entanto, isso não significa que o relato bíblico do Livro de Josué [6:21] esteja errado, quando fala que eles foram eliminados “totalmente”. Como os cananeus eram um grupo étnico cujas pessoas viviam em uma grande área, o mais provável é que o texto bíblico se refira ao extermínio de um grupo específico de cananeus que enfrentaram os exércitos israelense.

Ainda segundos os geneticista, os restos mortais dos cananeus analisados mostram que o povo original se misturou com um grupo que veio da região do atual Irã, que provavelmente chegaram à região com a ascensão do Império Acadiano, que sabidamente “controlou a região entre o Irã e o Levante entre 4400 e 4200 anos atrás”.

Eventualmente, no entanto, as duas populações se misturaram e produziram uma cultura próspera e influente. O povo resultante desta cultura ficou conhecido como cananeus.

Inimigos até hoje
Curiosamente, os resultados do estudo de DNA indicam que os povos descendentes dos cananeus, que incluem libaneses e iranianos, até hoje são inimigos dos israelenses.

O Irã, antigo Império Persa, continuamente pede, através de seus líderes, a destruição de Israel, tendo ameaçado por diversas vezes lançar bombas atômicas sobre o Estado Judeu.

O Líbano, país que é mencionado diversas vezes no Antigo Testamento, já entrou em guerra com o Israel moderno, sendo uma das nações que atacaram os judeus na Guerra de Independência, em 1948 e também na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Nas décadas de 1970 e 1980 os dois países entraram em conflitos militares diversas vezes.

Berço do Hezbollah, grupo terrorista paramilitar que seguidamente ameaça Israel, os libaneses tiveram sua última guerra declarada contra Israel em 2006. Com informações Ars Techinica

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Momentos finais no ministério de Policarpo

Em nossa série de “Momentos Finais no Ministério”, estamos celebrando pregadores e pastores anteriores a nós que permaneceram fiéis até o fim. O artigo desta semana é sobre o martírio de Policarpo, um pai da igreja primitiva que pastoreava uma igreja em Esmirna (atual Turquia). Essa lembrança da morte de Policarpo revela a sua dependência em Deus até o seu último suspiro, em 155 d.C.

Três dias antes da sua prisão, Policarpo caiu em um profundo transe. Ao recuperar a consciência, declarou ter recebido uma visão. Ele tinha visto seu travesseiro incendiar-se em volta de sua cabeça. Policarpo não tinha dúvidas quanto à visão. Voltando-se para os seus companheiros, disse: “Serei queimado vivo”.

Policarpo orou tão fervorosamente que uma hora se tornou duas, e vários dos soldados lamentaram sua participação na prisão de Policarpo.

Não muito tempo depois, as autoridades romanas capturaram dois escravos. Um deles cedeu sob a tortura e revelou a localização da fazenda onde Policarpo estava hospedado. Quando os soldados chegaram a cavalo para prendê-lo, Policarpo recusou-se a fugir. Em vez disso, ofereceu aos seus perseguidores hospitalidade e comida, pedindo apenas que lhe fosse concedida uma hora de oração. Quando concordaram, Policarpo orou tão fervorosamente que uma hora se tornou duas, e vários dos soldados lamentaram sua participação na prisão de Policarpo.

Eles, então, colocaram Policarpo em um jumento e o levaram à cidade. Ao chegarem, seus perseguidores o levaram à carruagem de um homem chamado Herodes, o capitão das tropas locais. Herodes tentou convencer Policarpo a salvar-se. “Ora, que mal há em dizer, ‘César é o Senhor’, e oferecer-lhe incenso?”. Quando Policarpo recusou a sugestão de renunciar a Cristo, o funcionário se tornou ameaçador e o forçou a sair da carruagem tão rudemente que feriu a sua perna.

Sem sequer virar-se, Policarpo andou rapidamente enquanto o escoltavam até o estádio, onde um barulho ensurdecedor surgia da multidão de espectadores. Quando entrou, seus companheiros cristãos ouviram uma voz do alto dizer: “Sê forte, Policarpo, e comporta-te como homem”. Ele foi levado perante o procônsul, que o incitou a negar a sua fé e a se curvar diante do imperador: “Jure pela fortuna de César! Arrependa-se e diga: ‘Abaixo os ateus!’”.

Voltando-se com um olhar triste para a multidão que pedia a sua morte, Policarpo gesticulou diante deles. “Abaixo os ateus”, disse com aspecto grave.

Então, o procônsul insistiu mais uma vez que ele negasse a Cristo. Policarpo declarou: “Há oitenta e seis anos eu tenho sido o seu servo, e ele nunca me faltou. Como blasfemarei contra o meu rei que me salvou?”.

“Não estamos acostumados a nos arrepender do que é bom para mudar para o que é mau”.

Novamente o procônsul exortou Policarpo a jurar por César. Desta vez Policarpo respondeu: “Como você finge não saber quem e o que sou, ouça-me declarar com ousadia: eu sou cristão. E se você quiser saber mais sobre o Cristianismo, ficarei feliz em marcar uma reunião”. 

Furioso, o procônsul disse: “Você não sabe que tenho animais selvagens à sua espera? Eu o entregarei a eles, a menos que você se arrependa”.

Policarpo respondeu: “Mande trazê-los, porque não estamos acostumados a nos arrepender do que é bom para mudar para o que é mau”.

Em seguida, o procônsul ameaçou queimá-lo vivo. Policarpo respondeu: “Você me ameaça com fogo que queima durante um momento e logo se apaga. Você não conhece o fogo vindouro do julgamento e castigo eterno reservado para os ímpios. Por que está se delongando? Faça o que lhe agradar”.

O fogo formava um círculo ao redor dele, mas o seu corpo não queimava.

O procônsul enviou seu arauto à arena para anunciar que Policarpo havia confessado ser um cristão. Nesse momento, a multidão reunida com fúria violenta pedia que Policarpo fosse queimado vivo. Rapidamente, eles fizeram uma fogueira, juntando lenha de oficinas e banheiros públicos. Policarpo tirou as suas roupas e tentou tirar os seus sapatos, embora sua idade avançada o tornasse difícil. Seus guardas se preparavam para prendê-lo à estaca, mas ele lhes disse calmamente: “Deixem-me como estou, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará força para permanecer firme na fogueira, sem ser segurado por pregos”. Eles amarraram as suas mãos para trás. Policarpo ofereceu um salmo de louvor e gratidão a Deus. Seus perseguidores acenderam o fogo.

Segundo observadores, à medida que as chamas aumentavam, não consumiam Policarpo como era esperado. O fogo formava um círculo ao redor dele, mas o seu corpo não queimava. Como o fogo não teve o efeito pretendido sobre o corpo de Policarpo, um carrasco foi ordenado a esfaqueá-lo até a morte com uma espada. Seu sangue extinguiu as chamas.

Originalmente publicado em Bearing Witness: Stories of Martyrdom and Costly Discipleship [Testemunhando: Histórias de Martírios e Discipulado Custoso] (Eds. Charles E. Moore e Timothy Keiderling).

Mesmo em nossa cultura de igreja fácil, as histórias de perseguição — especialmente de perseguição física — nos advertem sobre permanecermos muito confortáveis. Porém, não temam! A Escritura promete que mesmo a perseguição não nos separará do amor de Cristo (Romanos 8.35-39). Como a morte de Policarpo nos lembra, o Espírito nos capacita a permanecermos firmes até o fim. Pastor, quando sobrecarregado pela tentação de esgotar-se, recorde das palavras de Policarpo: “Deixem-me como estou, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará força para permanecer firme na fogueira”.

Fonte: 

Dave Harvey é pastor na Convenant Fellowship Church, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace. Dave Harvey é um dos líderes desse ministério, cujo objetivo é estabelecer e apoiar igrejas. Dave também dirige o envolvimento do Sovereign Grace na Europa, África e Ásia. Em 2001, concluiu o doutorado em Cuidado Pastoral, pelo Westminster Theological Seminary.