sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Igreja Perseguida

És forte, pois a mão do Senhor está sobre vós.
Tempos cruéis, circunstâncias atroz te afligem
És a noiva perseguida de todos os tempos
Do teu sangue tem brotado burbulhões de vida

Tens várias feições, és o povo de Deus na terra
Seu porte e de afegão, Siri Lanka e Mauritania
Sua silhueta é do Sudão, Somália, Síria e Irã
O gestual é da Coreia do Norte, Iraque e Iêmen

És todos nós, nas cores, línguas, cultura e vida
És diversa, profunda e ampla no amor do pai
Guardas a palavra que é um bem inegociável
Refugias nas montanhas, subterrâneos e vilas

Contudo, não se desmancha, não cai, és fiel
Aos olhos do Pai és a mais bela das noivas
Seus olhos, ouvidos e coração estão contigo
Ainda que em ira dos homens a desprezes

Teu sangue e clamor são ouvidos no céu
Teu sacrifício e cheiro suave ao tudo poderoso
Tua resistência e amor gera alegria no Pai
Tu és amada oh igreja do cordeiro, és preciosa

Tempos de refrigério te espera e breve virá
O Senhor está voltando e busca seus fiéis
Um banquete tem preparado nos céus
É as bordas do cordeiro, é festa é libertação





sábado, 19 de agosto de 2017

A maior paz do mundo

Na noite gélida só pensamentos. Nada além da minha realidade, de vasculhar na imensidão da a alma um alento para minha existência.

Os dias tem sido difíceis, as dores minha constante companheira, mas a alegria teima em assaltar o meu coração.

Tudo parece loucura. Como pode em meio ao desastre existir esperança enquanto tudo está apontando o contrário?

Que paz é essa? De onde vem seu fruto? Pois o mundo carece de tamanho estado de espírito.

Certamente não vem das fugas que o álcool as drogas, as ideologias políticas e religiosas oferecem, pois neles vivem mergulhados muitos e não as sentem. 

Jesus Cristo. Nele está fechado meus pensamentos é todo meu ser. Ele que é a essência da paz e do amor, visto que é o próprio Deus de amor.

Sua promessa que nunca me deixaria só produz em meu coração a certeza em dias melhores que já começaram aqui é prosseguiram na eternida junto ao Pai.

Os dias tem sido difíceis, as dores tem sido minha companheira, mas a alegria teima e assaltar o seu coração.


Jesus Cristo a alegria a alegria dos homens.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Gratidão a fidelidade de Deus

Tx Salmos 100

Aquele que é amor, misericórdia, graça e poder toda a honra e glória hoje e para sempre.

Introdução;

A estrutura dos salmos canônicos.

O salmo 100 está inserido no quarto livro de salmos no qual se encontra dividida os 150 salmos.

1.       Salmos 1-41.
2.       Salmos 42-72.
3.       Salmos 73-89.
4.       Salmos 90-106.
5.       Salmos 107-150.

·         É provável que essa divisão obedecesse ao numero de seções em que o pentateuco é dividido para leutura na sinagoga [153].
·         É também provável que os salmos foram anexados a cada leitura do pentateuco. Isso ocorreu no período pós-bíblico.
·         Quanto aos autores dos salmos temos [Davi – Salmos 3-41; 51-71], Corá [Salmos 42-49; 84-85; 87-88] e Asafe [Salmos 50; 73-83].
·         Os cânticos de romagem [Salmos 120-134] que eram usados na peregrinação quando os fieis se dirigiam ao templo de Jerusalém.
·         Os cantos da rubrica Aleluia [ Salmos 140-150].

O salmo 100 faz parte de um grupo de salmos dirigidos a Deus como Rei, que começa no salmo 93 até o 100. São considerados salmos de homenagem.

Ele é um:

·         Canto de celebração da soberania de Deus:
·         Aquele que nos criou e nos guia em segurança.
·         O templo é recinto de aforação por excelência.

O salmista apresenta o “como” e o “porquê” de nosso culto. Adoramos a Deus pelo que Ele é e pelo que Ele faz no mundo e em nossa vida.

1 Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra.
2 Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto.
3 Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto.
4 Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome.
5 Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração. Salmo 100


O salmo começa com uma convocação a adoração:

Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra.

·         É o equivalente na adoração do grito de homenagem ou fanfarra [98.6 Com trombetas e ao som de cornetas, exultai diante do rei, o senhor] para um rei.
·         É semelhante ao grito de jubilo que se encontra em salmos 95.1 ou 66.1.
·         Esse verso reivindica o mundo inteiro para Deus. Portanto, é algo que os servos de Deus deveria pensar na  medida em que o entoava.
a)      Não trata a TERRA de forma especifica como nos salmo 97.1b [O Senhor reina. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas.], 97.7 [Confundidos sejam todos os que servem a imagens de escultura, que se gloriam de ídolos inúteis; prostrai-vos diante dele todos os deuses.], mas toda a TERRA.

No verso dois temos:

Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto.

Está claro o estado jubilo que toma conta do salmista [alegria], bem como, associação de adoração e trabalho [servi - apresentai]. Em Romanos 12.1, temos a mesma associação de SACRIFICIO-CULTO.

Servi com alegria – Essa é a toada do verso. Aprendemos aqui que a verdadeira felicidade reside no Senhor.

Os homens tem buscado a felicidade fora de Deus [poder, status, riqueza etc.], porém são frustrados. A verdadeira felicidade está no Senhor. Ela independe das circunstancias.

A determinação de servir a Deus com alegria ou cultuar com alegria tem muitas motivações:

·         Ele cuida de tudo, devemos descansar, dai não termos razões de está diante dele triste.
·         Ele é o melhor que pode acontecer numa vida.
·         Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve Mateus 11.30.
·         Porque ele é seu Salvador, bem como Criador; seu amigo, bem como Senhor, etc.

1.       Toda essa alegria e prazer é fruto de um novo relacionamento com Deus.

Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto.

1.a. Esse novo relacionamento tem por base:

·         O reconhecimento que ele é um Deus Triuno, Deus de Aliança e Deus de Salvação.
·         O seu direito de ser adorado pelos homens.

a)      Direito de Criação – Ele nos fez.
b)      Direito por nos ter redimido – Antes não tínhamos nenhuma parte com Deus e hoje somos “seu povo.”

“Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.” 1Pe 2.10

“Como se fossem uma nuvem, varri para longe suas ofensas; como se fossem a neblina da manhã, os seus pecados. Volte para mim, pois eu o resgatei." Isaias 44.22b

c)       Direito de propriedade – Somos seu rebanho.


1.b. Esse novo relacionamento com Deus nos faça estimar, valorizar, os rituais de sua casa.

Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome.
·         O culto consistira em ações de graça e louvor e que seja apresentado ao Senhor.

a)      Entrem pelas portas dele – Em seus átrios.
b)      Deem graças a Ele e bendizei o nome dele.

  
Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração.

A nota aqui é da eternização do culto ao Senhor. Esse continuo ato de adoração está baseado:

·         Na bondade do Senhor.
·         Na sua misericórdia.
·         Na sua fidelidade e verdade.

domingo, 13 de agosto de 2017

Estudo Bíblico - O caráter Cristão

Estudo Bíblico - EBD (Escola Bíblica Dominical)
O caráter Cristão
Tx Mt 5.1-12
Tx áureo 5.12

Objetivos:

•Compreender que Cristo espera de nós, crentes, palavras, gestos e comportamentos que sejam coerentes com a mensagem que ele trouxe ao mundo.
•Fazer: Cultivar as virtudes descritas nas bem-aventuranças.

Introdução

Jesus reúnem seus discípulos diante de uma multidão e instrui acerca do que vão enfrentar.  Seus ensinamentos possuem dois aspectos distintos:

•É fácil quanto à compreensão da linguagem.
•É complexo visto que, exige uma prática desafiadora.

O texto pode ser dividido em três pontos:

a.Capítulo 5 – O resumo da verdadeira religião.
b.Capítulo 6 – As regras que norteiam nossa caminhada.
c.Capítulo 7 – As advertências sobre os obstáculos encontrados.

Leitura Bíblica: Mt 5.1-12

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Mateus 5:1-12

Bem-aventurança e caráter cristão – 5. 1-12

Conceito de bem-aventurado.

•Essa felicidade se torna real quando colocamos em prática os ensinos de Jesus Cristo.
•Segundo Nancy Gonçalves, as Bem-aventuranças é a constituição do Reino de Deus [página. 11].
•Para ser um cidadão do Reino temos que ter compreensão dos ensinos de Cristo [ortodoxia – Lei, ensino e letra] e prática [ortopraxia – vivencia do dia a dia].

Um cristão pode até ser carismático [fácil conversa], mas se não possui um caráter integro não é um verdadeiro servo de Deus. Quando ambas as características estão presentes em um servo de Deus, ai teremos um excelente testemunho.
Quando Jesus Cristo institui as bem-aventuranças ele define a condição do crente como cidadão do céu. O estudo de hoje contem 8 princípios básicos para o desenvolvimento do caráter cristão. São eles:

•4 princípios que se referem ao nosso relacionamento com Deus.
•4 princípios que se referem ao nosso relacionamento com o próximo.

Esses princípios andam juntos. Portanto, não existe meio termo. Somos desafiados a aceitar ou não esses desafios para nossa vida.

1.Nossa relação com Deus 5.3-6.

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; De que trata esse verso? Qual sua aplicação?

•Jesus não fala de pobreza material, mas de pessoas que sentem uma pobreza espiritual e que necessitam urgentemente das bênçãos do reino de Deus: Aquele que reconhece sua falência espiritual diante de Deus.

Essa condição é bem diferente da que está exposta no mundo moderno. Hoje o homem desprovido deste valor literalmente joga para a plateia, ou seja, tem uma espiritualidade exterior [dinheiro, holofotes, poder etc] e não interior como Cristo ressalva aqui.

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

•O choro é um dos sintomas de quebramento. Aqui literalmente diz respeito a arrependimento diante do pecado. Devido a isto é que Deus o ouve. Deus não escuta qualquer choro, mas especialmente aquele que parte de um coração arrependido dos seus erros.
•Leia o salmo 51. Qual a situação de Davi nesse salmo?

É importante visualizar que Davi se angustia pela sua condição de pecador, mas também se preocupa com suas consequências junto as pessoas que estão ao seu redor.

“Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. Salmos 51:13 Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.” Salmos 51:18

Essa tomada de consciência tem dois vieses: o interior e o próximo. Tá claro essa preocupação. Não erra mais, e não permitir que outros errem também.

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

Não é uma ideia de servidão, de escravo, de pessoa sem opinião, mas aquela que tem domínio de si mesmo, que não perde a cabeça por qualquer provocação.

A sociedade atual impera a força, o poder, a agressividade e as conquistas são incentivadas. A palavra mansidão pressupõe medo, covardia etc. Moisés

E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. Números 12:3
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29

Manso não é uma opção, mas necessidade no Reino de Deus. Você se considera manso?

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

Fome e sede são caracteristicas da nossa condição humana. Contudo, Cristo não fala exatamente da questão fisica, mas da fome e sede de justiça.
•É necessário satisfazer a sede e fome de justiça num mundo em que a injustiça se impoe. “Os fins justificam os meios”, assim se expressava Maquiavel e essa máxima nunca esteve tão em uso como em nossos dias.
•A denuncia do mal é uma necessidade em nossos dias.

2.Nossa relação com o próximo – 5. 7-10

Uma vez preparado interiormente [Consciente da sua condição espiritual, do nosso pecado, de como devemos proceder e carentes da justiça de Deus e sndo justo] partimos para nos relacionar com o próximo.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

A ideia aqui é amar o proximo como você se ama. Tai, um grande desafio. Somos chamados por Deus a olhar um pouco além das nas redomas e procurar vê nos outros suas necessidades e ajudá-los.
•A igreja primitiva é um exemplo quando distribuiua materialmente com os irmãos. Contudo,

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Efésios 4:28

Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
Atos 20:35

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Atos 2:41-47

Baseado na passagem de Atos se percebe que a misericórdia ai além da axistencia financeira. Era literalmente caminhar juntos. Ao longo dos anos o cristianismo perdeu muito disto. A individualidade cresceu, o amor as coisas materiais, deixamos de ouvir a necessidade do nosso irmão, o seu testemunho, nem mais os ouvimos em seus agradecimentos e pedidos de oração. Onde queremos chegar?

Segundo Nacy Gonçalves fica em evidencia em nossas vidas a pratica do rmão mais velho na parabola do filho pródigo quando agirmos egoisticamente [Lucas 15.11-32].

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

Uma pessoa ficha limpa. A limpeza interna a externa. É tratar o ofensor com menor castigo que ele merece. Nesse sentido temos o exemplo de Cristo. A forma de vermos a Deus passa pela misericordia e coração integro. As riquezas, poder nada disso que são tão caras ao mundo não tem efeito numa real aproximação de Deus. Só um coração controlado pelo Espirito de Deus pode tal proeza.

Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

Como promover a paz se nosso coração não está em paz? Só podemos reproduzir esse fruto do Espirito se realmente gozamos de intimidade com Deus. Essa é uma tarefa de construção diária. Havendo paz interior teremos um pacificador. Exemplo de João em relação aos samaritanos [Lucas 9.54].

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

A perseguição aos servos de Deus ocorrerá naturalmente. Contudo, por falsas razões. Existem motivos reais de perseguição, contudo, não é o tipo de perseguição destacada aqui nesses versos. A recompensa dos servos de Deus está nos céus.

Conclusão:
1.Qual dos princípios da bem aventurança que lhes chamou mais atenção?
2.Esse é um mapa da vida saudável. Devemos nos avaliar constantemente pelo mesmo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Arqueólogos comprovam passagem bíblica

Fonte: http://www.sabado.pt

Arqueólogos fizeram escavações na Cidade de David, Jerusalém, e descobriram uma série de artefactos que datam de há 2600 anos

Um grupo de arqueólogos comprovaram que uma passagem bíblica está historicamente correcta, depois de realizarem escavações na Cidade de David, em Jerusalém. Os artefactos encontrados estão queimados e datam de há 2600 anos, provando que o episódio que relata o incêndio de Jerusalém, bem como a tomada da cidade, aconteceu realmente. 

A Israel Antiquities Authority (Autoridade das Antiguidades de Israel), foi a entidade responsável pelas escavações, onde foram encontrados ossos queimados, sementes de uva, madeira e objectos de cerâmica, cobertos por camadas de cinza, segundo o site IFLScience.

Joe Uziel, arqueólogo responsável pelas escavações, referiu que muitos dos objectos encontrados tinham rosetas carimbadas que permitem identificar com precisão a época datada. 

"Estas rosetas carimbadas são características do fim do Templo de Salomão", explicou o arqueólogo num vídeo divulgado pela Israel Antiquities Authority. O Primeiro Templo é também conhecido como Templo de Salomão, que foi construído durante o seu reinado e concluído a 960 a.C e, posteriormente, destruído em 586 a.C. pelos babilónios. "Aparentemente os edifícios não foram todos destruídos na mesma altura. Alguns foram destruídos e outros foram apenas abandonados."

A passagem bíblica, que refere o fogo de Jerusalém, encontra-se no 2.º Livro dos Reis. "No sétimo dia do quinto mês do décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilónia, Nebuzaradã, comandante da guarda imperial, conselheiro do rei da Babilónia, foi a Jerusalém. Incendiou o templo do Senhor, o palácio real, todas as casas de Jerusalém e todos os edifícios importantes", pode ler-se na passagem da bíblia.

domingo, 6 de agosto de 2017

Esse texto foi criado quando meus filhos eram pequenos. Na época havíamos recebido um lindo balão da Junta de Missões Nacionais dentro de uma campanha evangelística da Convenção Batista Brasileira . Bom, espero em Deus que possa ser bênção em sua vida.

Clique no link abaixo para ler o texto.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Arqueologia revela provas da destruição de Jerusalém pelos babilônios

Achados remetem a relatos do Antigo Testamento de 2.600 anos atrás


Os arqueólogos que escavam o sítio arqueológico da Cidade de Davi, localizado no Parque Nacional dos Muros de Jerusalém, capital de Israel, descobriram madeira carbonizada, sementes de uva, pedações de cerâmica, escamas de peixes, ossos e inúmeros artefatos raros que remontam à queda da cidade nas mãos dos babilônios há mais de 2.600 anos.

Entre as descobertas, feitas este ano no local, há dezenas de jarros usados ​​para armazenar grãos e líquidos. Muitos deles têm alças e selos marcados que retratam uma roseta. Eles comprovam a riqueza da antiga Jerusalém, capital do reino da Judéia.

“Esses selos são característicos do final do período do Primeiro Templo e foram usados ​​pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia da Judéia”, explicam Ortal Chalaf e Joe Uziel, diretores de escavações da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Essa roseta basicamente substituiu o selo ‘Para o Rei’ usado no sistema administrativo anterior. “Classificar esses objetos facilitava o controle, a supervisão, a coleta, a comercialização e o armazenamento” dos judeus que cuidavam da cidade na época que ela foi atacada e destruída pelos babilônios.

Entre os artefatos que estavam sob camadas de pedra acumuladas no declive oriental da cidade de Davi, está uma pequena estátua de marfim. O objeto raro representa uma mulher nua com um corte de cabelo (ou peruca) de estilo egípcio.

Os diretores ressaltam que “essas descobertas da escavação mostram que Jerusalém se estendia além do limite estabelecido pelos muros da cidade antes da sua destruição”. O Antigo Testamento relata que os babilônios, liderados por Nabucodonosor destruíram Jerusalém em 587 a.C. (Jeremias 39 e 52).

“Ao longo da Idade do Ferro, Jerusalém passou por um crescimento constante, expressado tanto na construção das diversas muralhas da cidade quanto no fato de a cidade se expandir mais tarde. As escavações realizadas no passado na área do Bairro Judeu mostraram como o crescimento da população no final do século 8 a.C. posteriormente resultou na anexação da área ocidental de Jerusalém”, afirma o comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Chama atenção o fato da divulgação dos estudiosos ser feita alguns dias antes do “Tisha B’Av”, a data que anualmente lembra a destruição do Primeiro e Segundo Templos judeus no Monte do Templo.

A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou a descoberta de evidências da destruição babilônica de Jerusalém na mesma semana em que os palestinos e outros islâmicos tentam divulgar publicamente que eles são os “legítimos” donos de Jerusalém e negam o seu passado como capital do povo judeu. Com informações Fox News

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Prova de Recuperação de História do 7 e 8 ano

Escavação arqueológica descobriu os esqueletos de três mulheres e dois homens que viveram cerca de 3.700 anos atrás.                                                                                                            

Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br
Jarbas Aragão


Os cananeus são descritos no Antigo Testamento como um dos grandes inimigos do povo de Israel. No Livro de Josué, Deus ordenou que os hebreus que entravam na Terra Prometida deviam eliminar os cananeus juntamente com vários outros grupos.

Do ponto de vista da arqueologia, os cananeus são um grupo cultural cujo surgimento e queda permanece um mistério. Agora, um grupo de arqueólogos e geneticistas descobriu fortes evidências de que os cananeus não foram totalmente exterminados. Eles são, de fato, os antepassados ​​do moderno povo libanês.

Os cananeus viviam cerca de quatro mil anos atrás ao longo da costa do Mediterrâneo, e suas cidades se espalhavam pela área conhecida hoje como Jordânia, Líbano, Israel, territórios palestinos e Síria.

Um grupo de cientistas publicou um extenso artigo sobre sua pesquisa sobre esse povo mencionado na Bíblia no American Journal of Human Genetics.

“Nós esclarecemos que os moradores de Canaã representavam cruzamentos de povos originários do Oriente Médio com migrantes vindos da Ásia que chegaram à região posteriormente. Os libaneses atuais são descendentes diretos dos cananeus, apesar de haver uma pequena parte do genoma deles que foi trazida pelos assírios, persas ou antigos macedônios”, resume o geneticista Marc Haber, do Instituto Sanger no Reino Unido.

Haber e seus colegas chegaram a essa conclusão após sequenciarem o DNA antigo de cinco pessoas, cujos corpos foram enterrados em uma cova na cidade de Sidom, na costa do Líbano.

Uma escavação arqueológica descobriu os esqueletos de três mulheres e dois homens que viveram cerca de 3.700 anos atrás.

Após a sequenciação de DNA dessas cinco pessoas, os pesquisadores compararam os resultados com os genomas de 99 libaneses modernos.

“Mais de 90% da ascendência genética dos libaneses atuais é derivada dos cananeus”, explica Chris Tyler-Smith, um dos pesquisadores. “À luz da história extremamente complexa desta região nos últimos milênios, foi uma descoberta bastante surpreendente”.

O DNA das cinco pessoas da Idade do Bronze revelou que elas se parecem. Os cananeus antigos tinham “olhos castanhos e cabelos escuros”, assim como as pessoas que vivem até hoje na região, embora os residentes da Idade do Bronze de Sidom provavelmente tivessem “pele mais escura do que os libaneses hoje”.

Estas evidências confirmam o que registros arqueológicos já sugeriam, que a região conhecida como Levante foi continuamente ocupada durante milhares de anos pelo povo chamado de ‘cananeus’ no Antigo Testamento.

No entanto, isso não significa que o relato bíblico do Livro de Josué [6:21] esteja errado, quando fala que eles foram eliminados “totalmente”. Como os cananeus eram um grupo étnico cujas pessoas viviam em uma grande área, o mais provável é que o texto bíblico se refira ao extermínio de um grupo específico de cananeus que enfrentaram os exércitos israelense.

Ainda segundos os geneticista, os restos mortais dos cananeus analisados mostram que o povo original se misturou com um grupo que veio da região do atual Irã, que provavelmente chegaram à região com a ascensão do Império Acadiano, que sabidamente “controlou a região entre o Irã e o Levante entre 4400 e 4200 anos atrás”.

Eventualmente, no entanto, as duas populações se misturaram e produziram uma cultura próspera e influente. O povo resultante desta cultura ficou conhecido como cananeus.

Inimigos até hoje
Curiosamente, os resultados do estudo de DNA indicam que os povos descendentes dos cananeus, que incluem libaneses e iranianos, até hoje são inimigos dos israelenses.

O Irã, antigo Império Persa, continuamente pede, através de seus líderes, a destruição de Israel, tendo ameaçado por diversas vezes lançar bombas atômicas sobre o Estado Judeu.

O Líbano, país que é mencionado diversas vezes no Antigo Testamento, já entrou em guerra com o Israel moderno, sendo uma das nações que atacaram os judeus na Guerra de Independência, em 1948 e também na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Nas décadas de 1970 e 1980 os dois países entraram em conflitos militares diversas vezes.

Berço do Hezbollah, grupo terrorista paramilitar que seguidamente ameaça Israel, os libaneses tiveram sua última guerra declarada contra Israel em 2006. Com informações Ars Techinica

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Momentos finais no ministério de Policarpo

Em nossa série de “Momentos Finais no Ministério”, estamos celebrando pregadores e pastores anteriores a nós que permaneceram fiéis até o fim. O artigo desta semana é sobre o martírio de Policarpo, um pai da igreja primitiva que pastoreava uma igreja em Esmirna (atual Turquia). Essa lembrança da morte de Policarpo revela a sua dependência em Deus até o seu último suspiro, em 155 d.C.

Três dias antes da sua prisão, Policarpo caiu em um profundo transe. Ao recuperar a consciência, declarou ter recebido uma visão. Ele tinha visto seu travesseiro incendiar-se em volta de sua cabeça. Policarpo não tinha dúvidas quanto à visão. Voltando-se para os seus companheiros, disse: “Serei queimado vivo”.

Policarpo orou tão fervorosamente que uma hora se tornou duas, e vários dos soldados lamentaram sua participação na prisão de Policarpo.

Não muito tempo depois, as autoridades romanas capturaram dois escravos. Um deles cedeu sob a tortura e revelou a localização da fazenda onde Policarpo estava hospedado. Quando os soldados chegaram a cavalo para prendê-lo, Policarpo recusou-se a fugir. Em vez disso, ofereceu aos seus perseguidores hospitalidade e comida, pedindo apenas que lhe fosse concedida uma hora de oração. Quando concordaram, Policarpo orou tão fervorosamente que uma hora se tornou duas, e vários dos soldados lamentaram sua participação na prisão de Policarpo.

Eles, então, colocaram Policarpo em um jumento e o levaram à cidade. Ao chegarem, seus perseguidores o levaram à carruagem de um homem chamado Herodes, o capitão das tropas locais. Herodes tentou convencer Policarpo a salvar-se. “Ora, que mal há em dizer, ‘César é o Senhor’, e oferecer-lhe incenso?”. Quando Policarpo recusou a sugestão de renunciar a Cristo, o funcionário se tornou ameaçador e o forçou a sair da carruagem tão rudemente que feriu a sua perna.

Sem sequer virar-se, Policarpo andou rapidamente enquanto o escoltavam até o estádio, onde um barulho ensurdecedor surgia da multidão de espectadores. Quando entrou, seus companheiros cristãos ouviram uma voz do alto dizer: “Sê forte, Policarpo, e comporta-te como homem”. Ele foi levado perante o procônsul, que o incitou a negar a sua fé e a se curvar diante do imperador: “Jure pela fortuna de César! Arrependa-se e diga: ‘Abaixo os ateus!’”.

Voltando-se com um olhar triste para a multidão que pedia a sua morte, Policarpo gesticulou diante deles. “Abaixo os ateus”, disse com aspecto grave.

Então, o procônsul insistiu mais uma vez que ele negasse a Cristo. Policarpo declarou: “Há oitenta e seis anos eu tenho sido o seu servo, e ele nunca me faltou. Como blasfemarei contra o meu rei que me salvou?”.

“Não estamos acostumados a nos arrepender do que é bom para mudar para o que é mau”.

Novamente o procônsul exortou Policarpo a jurar por César. Desta vez Policarpo respondeu: “Como você finge não saber quem e o que sou, ouça-me declarar com ousadia: eu sou cristão. E se você quiser saber mais sobre o Cristianismo, ficarei feliz em marcar uma reunião”. 

Furioso, o procônsul disse: “Você não sabe que tenho animais selvagens à sua espera? Eu o entregarei a eles, a menos que você se arrependa”.

Policarpo respondeu: “Mande trazê-los, porque não estamos acostumados a nos arrepender do que é bom para mudar para o que é mau”.

Em seguida, o procônsul ameaçou queimá-lo vivo. Policarpo respondeu: “Você me ameaça com fogo que queima durante um momento e logo se apaga. Você não conhece o fogo vindouro do julgamento e castigo eterno reservado para os ímpios. Por que está se delongando? Faça o que lhe agradar”.

O fogo formava um círculo ao redor dele, mas o seu corpo não queimava.

O procônsul enviou seu arauto à arena para anunciar que Policarpo havia confessado ser um cristão. Nesse momento, a multidão reunida com fúria violenta pedia que Policarpo fosse queimado vivo. Rapidamente, eles fizeram uma fogueira, juntando lenha de oficinas e banheiros públicos. Policarpo tirou as suas roupas e tentou tirar os seus sapatos, embora sua idade avançada o tornasse difícil. Seus guardas se preparavam para prendê-lo à estaca, mas ele lhes disse calmamente: “Deixem-me como estou, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará força para permanecer firme na fogueira, sem ser segurado por pregos”. Eles amarraram as suas mãos para trás. Policarpo ofereceu um salmo de louvor e gratidão a Deus. Seus perseguidores acenderam o fogo.

Segundo observadores, à medida que as chamas aumentavam, não consumiam Policarpo como era esperado. O fogo formava um círculo ao redor dele, mas o seu corpo não queimava. Como o fogo não teve o efeito pretendido sobre o corpo de Policarpo, um carrasco foi ordenado a esfaqueá-lo até a morte com uma espada. Seu sangue extinguiu as chamas.

Originalmente publicado em Bearing Witness: Stories of Martyrdom and Costly Discipleship [Testemunhando: Histórias de Martírios e Discipulado Custoso] (Eds. Charles E. Moore e Timothy Keiderling).

Mesmo em nossa cultura de igreja fácil, as histórias de perseguição — especialmente de perseguição física — nos advertem sobre permanecermos muito confortáveis. Porém, não temam! A Escritura promete que mesmo a perseguição não nos separará do amor de Cristo (Romanos 8.35-39). Como a morte de Policarpo nos lembra, o Espírito nos capacita a permanecermos firmes até o fim. Pastor, quando sobrecarregado pela tentação de esgotar-se, recorde das palavras de Policarpo: “Deixem-me como estou, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará força para permanecer firme na fogueira”.

Fonte: 

Dave Harvey é pastor na Convenant Fellowship Church, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace. Dave Harvey é um dos líderes desse ministério, cujo objetivo é estabelecer e apoiar igrejas. Dave também dirige o envolvimento do Sovereign Grace na Europa, África e Ásia. Em 2001, concluiu o doutorado em Cuidado Pastoral, pelo Westminster Theological Seminary.

domingo, 23 de julho de 2017

Arqueologia pode provar passagem bíblica sobre a vinha de Nabote

 arqueóloga Norma Franklin, uma das líderes da Expedição Jezreel (Jizreel), afirmou que o Vale de Jezreel, que é contado na Bíblia como uma região notória de produção dos vinhos, realmente se destacava.

O vale era alvo de uma armação da rainha Jezabel e é citado em I Reis capítulo 21, que aborda a história da vinha de Nabote. O caso foi divulgado pelo portal Breaking News Israel.

De acordo com o portal, a pesquisadora analisou dados do local e também utilizou tecnologia que a auxiliou a encontrar vestígios de prensas de vinhos e azeitonas, além de mais de 100 poços em forma de garrafa.

Norma não compartilha da fé cristã, embora afirme que os textos bíblicos são úteis em sua pesquisa. No entanto, a arqueóloga também alerta que seus trabalhos possuem limitações.

“Como arqueóloga, não posso dizer que definitivamente havia um homem específico chamado Nabote que tivesse uma vinha particular. A história é muito antiga, mas do que eu encontrei, posso dizer que a história descrita na Bíblia provavelmente tenha ocorrido aqui no Vale de Jezreel”, disse.

Fonte: noticias.gospelprime.com.br

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Escola Estadual Altm Newton Braga de Faria

Conteúdos de História para a semana de provas Newton Braga - 2 bimestre de 2017.

Turma: 6º ano.

  • Páginas - 69, 70, 75, 80, 81, 84, 87, 88, 89, 92.

Turma: 7 ano.

  • Páginas - 103, 104, 106, 107, 119, 121, 125, 126.

Turma: 8º ano.

  • Páginas - 69, 71, 73, 82, 83, 86, 89.


Conteúdo de História para a semana de prova - Mário Lira

Conteúdos da prova de História - 2 bimestre de 2017 - Mário Lira

6º ano.
Páginas do livro - 102, 105, 106, 112,  133, 134 e 135.

7º ano.
Páginas do livro - 70, 71, 73, 76, 77 e 78.

8º ano.
Páginas do livro - 99, 100, 101, 102, 103, 108, 109, 110, 111, 112, 113.

9º ano.
páginas do livro - 103, 104, 105, 106, 107, 108, 111.

Bons estudos e que Deus abençoe a todos.

sábado, 15 de julho de 2017

Arqueólogos finalmente descobrem para que foi construído o Stonehenge

Segundo os arqueólogos britânicos, a popular teoria sobre o Stonehenge ser usado para fazer cerimônias de homenagem ao Sol, está errada.

Segundo o jornal The Telegraph, os arqueólogos exploraram megálitos na Cornualha e em Stonehenge e descobriram algumas inscrições e pinturas nas pedras que podem ser vistas apenas ao luar. Anteriormente, os cientistas acreditavam que as instalações de Stonehenge foram construídas em conformidade com o movimento do Sol. Por exemplo, as cavernas do monumento Bryn Celli Ddu (País de Gales) são iluminadas plenamente apenas no dia 22 de junho, no solstício de verão. Os megálitos Avebury, no condado de Wiltshire, têm a mesma construção. Todas as instalações desse tipo no Reino Unido existem há pelo menos 5 mil anos.

"Acho que as inscrições encontradas indicam que as instalações foram usadas apenas à luz do luar. Nós vimos cada vez mais obras de arte desse período ao luar", disse o professor Andy Jones da secção de arqueologia da Cornualha.

"O Stonehenge tem as mesmas inscrições. Em minha opinião, muitas pessoas terão que as observar em diferentes alturas do dia ou da noite", acrescentou ele.

Os cientistas encontraram 105 desenhos desse tipo. Eles foram feitos usando quartzo, que reflete bem o luar. Mais do que isso, foram encontrados fragmentos de totens rituais feitos de quartzo. Segundo os arqueólogos, a sua destruição era parte integrante dos rituais.

terça-feira, 11 de julho de 2017

A teologia do Livro de Jó

O livro de Jó trata diretamente da relação Deus-homem. Segundo Zuck (Zuck, 2015) duas perguntas são básicas para a compreensão do livro. A primeira pergunta é: Porque o homem adora a Deus? A segunda pergunta é: Como o homem pode reagir a Deus se Ele não se interessa pelos problemas do homem?

A tese levantada por Satanás é que Jó amaldiçoaria a Deus diante do sofrimento imerecido, contudo, Jó reage bem as circunstâncias.

“e exclamou em oração: Nu deixei o ventre de minha mãe, e nu partirei da terra. Yahweh deu, Yahweh o tomou; louvado seja o Nome do Senhor”. (Jó 1.21)
“No entanto ele lhe afirmou: Mulher! Tu falas como uma louca. Porventura receberemos de Deus apenas o bem que desejamos e não também o infortúnio que ele nos permite? E em toda essa provação os lábios de Jó não fizeram vacilar e pecar.” (Jó 2.10).

É interessante observar que posteriormente a essas declarações Jó tomou uma atitude de aspereza em relação a Deus. Nesse novo contexto acusou Deus de ficar olhando para ele estupidamente (7.17,9; 13.27), de oprimi-lo e aterrorizá-lo (9.33; 10.3; 13.21,25), considera-lo inimigo (13.24; 19.11,12) de esconder-se d´Ele (13.24), ser injusto (19.6,7; 27.2) e ignorá-lo (30.20).

A razão dessa atitude é explicada por sua ignorância em relação a divindade e seu sentimento de que estava sofrendo injustamente. É importante frisar que mais tarde se arrependera das suas atitudes (42.1-6). Tal circunstancias serve para nos alertar a não se rebelar frente a desgraça imerecida e inexplicável, visto que, Deus tem um propósito em toda sua ação.

Enquanto Jó se esforçava para entender as razões do seu sofrer, seus amigos já tinham a resposta. Era consenso entre Elifaz, Bildade e Zofar que Jó havia pecado diante de Deus e por essa razão sofria. Esses homens entendiam que o sofrimento humano só possuía esse caráter. Eliú diferenciou um pouco desta premissa ao afirmar que o sofrimento tinha um outro proposito: proteger o homem do pecado.

“a fim de prevenir o ser humano sobre as suas más ações e livrá-lo da soberba e da arrogância.” (Jó 39.17)

Zuck (Zuck, 2015) fez um detalhado apanhado das principais ideias debatidas no livro de Jó acerca de Deus, dos homens e anjos.

Tema
Personagem
Tese







Deus











Deus



Elifaz
·         Existe nos céus (22.12), é justo e puro (4.17). Tinha consciência do pecado por parte dos anjos (4.18-19). É o criador dos homens (4.17), sendo superior a esses. É independente e não pode ser influenciado pelo homem (22.2,3), julga os ímpios e os faz perecer (4.9,18-21; 5.30), julga os tolos (15.2-7), realiza milagres (5.9), promove a justiça (5. 11-16), abençoa aos homens (5.18-26; 22.18-21), responde às orações (5,8; 22.27), disciplina os homens (5.17) e beneficia a terra com chuvas (5.10).


Bildade
·         Enfatiza a justiça de Deus (8.3) punindo o pecador (8.4). Cita as calamidades e perdas que os ímpios têm (18.5-21). Deus é justo uma vez que não rejeita os inocentes (8.20) é misericordioso (8.5-7), soberano (25.2), onipresente (25.3), puro (25.4) e criador (25.5-6).

Zofar
·         Deus é tolerante (11.6), misterioso (11.7,8), inabalável (11.10). Ele observa os pecadores (11.11), responde a devoção dos homens quando abandonam o pecado (11. 13,14) abençoando-os (11.15-20). Deus faz com que os ricos ímpios renunciem a riqueza (20.14,15), pune severamente os pecadores (20.23-28) e todos os ímpios um dia serão julgados culpados (20.29).



Eliú
·         Defendeu o direito de Deus falar aos homens (33.13-16) ou cala-se (34.29). Defendeu a justiça de Deus (34; 36.3; 37.23), destacou que o objetivo do sofrimento é afastar o homem do pecar (36.16-18), citou os atributos de Deus tais como: soberania, imensidão, eternidade, justiça, santidade, onisciência e onipotência. Afirmou que Deus é que dá vida ao homem e os mantém vivos, alimenta e estabelece normas e outros.




·         Jó falou da soberania de Deus, da sua onisciência, onipotência, da ira de Deus contra os ímpios e contra ele mesmo. Trabalhou o tema justiça de Deus (9.4), sabedoria de Deus, retidão, santidade, eternidade e bondade de Deus. Também destacou o que parecia ser o lado negativo de Deus quando abordou que Deus levanta e destrói as nações (12.23), quando considera Deus parcial em seu julgamento (13.10) e traça inúmeros outros aspectos da divindade, principalmente relacionada a ele. Em seu sofrimento Jó via o antagonismo de Deus a sua pessoa.



Deus
·         Deu destaque a sua soberania, seu poder na criação da terra (38.4-7), do mar, no estabelecimento do dia e da noite, da criação dos oceanos, dos elementos climáticos, do homem, da sabedoria, dos animais e outros. Deus dá ênfase a seu direito de propriedade (41.11) e seu sistema de justiça que excede ao homem.



Homem

Jó, Elifaz, Bildade, Zofar Eliú e Deus concordam.
·         O homem foi criado por Deus (33.6; 34.19), é dependente (33.4; 34.14,15) e inferior a Deus (33.12,13).
·         A natureza humana é mortal, fraca, impura diante de Deus, corrupta, enganosa, orgulhosa, sem esperança, pecadora, injusta, sem compaixão e de breve existência.
·         O homem é ignorante e incompetente quanto aos propósitos de Deus





Anjos





Elifaz e Eliú
·         São servos de Deus (4.18), são santos (5.1) contudo Elifaz não via os anjos livre de erro. Eles existiam antes da criação do mundo e se alegraram com a criação divina.
·         Para Eliú os anjos ajudam os homens em suas necessidades (33.23,24).
·         No livro de Jó Satanás é um ponto a parte. Ele é incapaz de questionar a avaliação que Deus faz sobre Jó e ataca os motivos da fidelidade de Jó a divindade. Ele é apresentado como uma criatura de Deus e inimigo da sua vontade (Mt 4.1-11; Lc 4.1-13). Sua estratégia é tentar Jó a ser desleal para com Deus interferindo assim na relação entre Deus e Jó. Porém amarga uma pesada derrota.

Segundo William S. Lasor (lasor, 1999), a teologia trabalhada no livro de Jó é da liberdade divina. Essa condição de Deus deixou Jó e seus amigos perplexos. Para os amigos de Jó todo sofrimento estava baseado no princípio da retribuição divina, ou seja, o que seu amigo enfrentava era fruto do pecado que havia cometido contra Deus. Contudo, Jó não aceitava essa tese e defendia a total ausência de propósito para seu sofrimento. Para Deus era uma questão de honra diante do desafio de satanás. Dentro deste contexto fica claro que os interesses que movem o Senhor só dizem respeito a Ele mesmo. Deus é soberano e age com liberdade. Para a lógica humana esse atributo de Deus é incompreensível diante de um quadro de sofrimento como o que vivenciou Jó.


                Lasor (lasor, 1999) nos assegura que o livro de Jó tem uma função didática, ou seja, prepara-nos para enfrentar situações adversas como a de Jó, além de demonstrar o valor de uma amizade quando verdadeira e consoladora, que Deus não leva em conta as nossas queixas quando em circunstancias severas quanto a vivenciada por Jó, mas também por Jeremias, Habacuque, salmistas e até Jesus Cristo. Por fim, conclui: a consciência de Jó estava livre do peso da culpa e a sua fé em Deus permaneceu inabalável antes e depois da sua morte (19.23-29).